sexta-feira, 12 de outubro de 2018

ULTRAJADA NAÇÃO BRASILEIRA


                                                                                         *Marcos Miguel da Silva

                                                 Pela natureza, uma Pátria gigante.
                                                 Que ostenta inigualável riqueza, 
                                                 Habitat de um míxer humano deslumbrante, 
                                                 Amabilidade peculiar, fúlgida beleza.

                       Hoje maculada pelo ultraje da ganância,
                       Que gera incerteza, instabilidade institucional.
                       E do progresso sinaliza grande distância;
                       O que era marolinha hoje é crise nacional.

                                                                    Peca em segurança, saúde e educação,
                                                                    Altos juros levando empresas à falência.
                                                                    Quão triste ver essa grande nação,
                                                                    Agonizando na fila da indigência.

                                                Perdeu-se o senso do que é ser patriota,
                                                Do azul anil, do verde e do amarelo.
                                                Permitiu-se que a droga transforme lúcido em idiota,
                                                Surgimento danoso do poder paralelo.

                        Violência em proporção insuportável,
                        Como se fosse algo exclusivo do Brasil.
                        Domina o medo, sentimento incontrolável...
                        De um povo heróico na mira do fuzil.

                                                                     Reflexo da inversão de valores,
                                                                     Que transformou regra em exceção.
                                                                     No seio, cada vez menos amores.
                                                                     Governantes mergulhados em corrupção.

                                               Dura sina desta terra continente...
                                               Carente do penhor da igualdade,
                                               Clama por uma solução emergente,
                                               Temendo pela própria liberdade.



* Advogado, escritor, historiador e poeta; membro da A.R.L.S. Universitária Cristal dos Três Vales - n. 3.822 (Teófilo Otoni-MG); membro titular da cadeira n. 15 da Academia de Letras de Teófilo Otoni - ALTO; membro titular da cadeira n. 13 da Academia Maçônica de Letras do Leste de Minas - AMLM. Autor dos livros "RIO DAS PEDRAS - ITAIPÉ 50 ANOS"  e "EU E A VIDA AOS OLHOS DA LUZ", e co-autor de diversas antologias.



quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Poema de Antônio Jorge de Lima Gomes em homenagem aos 15 anos da Academia de Letras de Teófilo Otoni

Apresenta-se a seguir o poema em homenagem à passagem dos 15 anos da Academia de Letras de Teófilo Otoni (2002-2017), composto pelo Engenheiro e Professor Dr. Antônio Jorge de Lima Gomes, em dezembro de 2017.


Publicado em Dezembro de 2017 no Jornal Pensando Alto em Teófilo Otoni

Antonio Jorge de Lima Gomes
Professor UFVJM - Campus do Mucuri - Teófilo Otoni

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Classificação e homologação do resultado do III Prêmio Literário Gonzaga de Carvalho


CLASSIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO

A Diretoria Executiva da Academia de Letras de Teófilo Otoni, após análise dos trabalhos pela Comissão Julgadora,
RESOLVE: homologar o resultado do III Prêmio Literário Gonzaga de Carvalho, com o seguinte resultado:

Categoria: Poesia 
Classificação geral
Primeiro  Lugar:  “Eterno”,  de  Rossana  Monteiro  Cruz,  Aracajú-SE;  Segundo  lugar:  “Sou  autora  da  minha felicidade”,  de Rosimeire Leal  da Motta  Piredda, Vila Velha-ES  e Terceiro  lugar:  “Ilusão”,  de Celso Gonzaga Porto, Cachoeirinha-RS.

Menções Honrosas:
4º  lugar:  “Sempitermo”,  de  Cosme  Custódio  da  Silva,  Salvador-BA;  5º  lugar:  “Este  Brasil  que  eu  amo”,  de Margareth das Dores Rafael Moreira Costa, Itambacuri-MG; 6º lugar: “Forças Desarmadas”, de Noe´Comemorável de Oliveira Neto, Caratinga-MG; 7º lugar: ”Boa Noite”, de Décio de Moura Mallmith, Porto Alegre-RS; 8º lugar:  “Gonzaga  de  Carvalho,  quadrão  mineiro”,  de  Maria  Luciene  da  Silva,  Fortaleza-CE;  9º  lugar;  “Contagem regressiva”, de Luciano José Schirmer de Oliveira, Ladainha-MG; 10º lugar; “Tempo perdido”, de José Feldeman, Maringá-PR; 11º  lugar: “Fluvial”, de Cláudio de Almeida Hermínio, Belo Horioznte-MG; 12º  lugar: “Verdades”, de  Tereza  Azevedo,  Campinas-SP;  13º  lugar:  “os  tons”,  de  Cláudio  Rogério  Trindade,  Ijuí-RS;  14º  lugar:  “A consciência  do  viver”,  de  José Moutinho  dos  Santos,  Belo  Horizonte-MG;    15º  lugar:  “O  covarde”,  de  Celso Henrique  Fermino,  São  José  do  Rio  Preto-SP  e    16º    lugar:  “Esvoejar  como  uma  pena”,  de  Evandro  Ferreira Rodrigues, Caucaia-CE

Categoria: Crônica 
Classificação geral
Primeiro  Lugar:  “A  festa  do  Abecê”,  de  Sérgio  Rodrigues  Piranguense,  Contagem-MG;  Segundo  lugar:  “Os quitutes de Iaiá”, de Vânia Rodrigues  Calmon, Vila Velha-ES e Terceiro lugar; “A vida passa por aqui”, de Amalri Nascimento, Rio de Janeiro-RJ.
Menções Honrosas:
4º lugar:  “...E seu eu pudesse ser criança outra vez...”, de Celso Gonzaga Porto, Cachoeirinha-RS; 5º lugar: “Ajuda dolorosa”, de Helena Selma Colen, Ladainha-MG; 6º  lugar: “Peixa”, de Almir Zaferg, Teixeira de Freitas-BA; 7º lugar:  “Apagando  pegadas”,  de Coracy Teixeira Bessa,  Salvador-BA;  8º  lugar:  “Lágrimas  de Guadalquivir”,  de Odair Leitão Alonso, Campinas-SP; 9º lugar: “Crônica dos Ebas que ficam pelo caminho”, de Emanuela Rufino de Lima Melo, Recife-PE;  10º  lugar:  “Reminiscências  de  um  pensamento”,  de Anchieta Antunes, Gravatá-PE;  11º lugar:  “A  parreira  da  vizinha”,  de  Geraldo  de  Castro  Pereira,  Vila  Velha-ES;  12º  lugar:  “Atestado  de sobrevivência”, de Isabel Cristina Silva Vargas, Pelotas-RS; 13º lugar: “Literatura periférica”, de Silvio Parise, East Providence-EUA; 14º lugar: “Quando o amor é demais”, de Esther Rogessi, Recife-PE; 15º lugar: “Antropologia e mistério”, de Altamir Freitas Braga, Belo Horizonte-MG e 16º lugar: “O idoso e o velho”, de Alcione Sortica, Porto Alegre-RS.

Do presente termo com o resultado sejam emitidas 02 (duas) vias de igual teor, devidamente assinadas. Dê ciência aos classificados e ampla divulgação do fato.

Teófilo Otoni/MG, 21de agosto de 2018.
  
PROFª ELISA AUGUSTA DE ANDRADE FARINA
Presidente

PROF. WILSON COLARES DA COSTA
Secretário-Geral


domingo, 24 de junho de 2018

Valente Burro Sansão


Valente Burro Sansão
(José Geraldo Silva)

Somos como o Burro Sansão:
Neste diversificado país abençoado
Que tenta ser forte e não consegue reagir
Diante de tão brava situação
Que diariamente vive a enfrentar;
Em que impera a demagogia
Tanta loucura que faz surgir
Por aqueles que vivem a primazia
De só arrecadar, encher as algibeiras
Tomando as rédeas de quem tem pouco,
Encabrestando até quem não tem nada!

Somos como o Burro Sansão
lutamos com tanta fortaleza,
Com a declarada certeza
Suor, sangue derramado em vão
Neste país banhado pela ilusão
Onde quem faz honestamente, faz para perder...
Ao custo da imposição entregar
Enquanto quem nada fez, tudo tem;
Tem força de apoderar, querer
O que não lutou para ter!

Sonho realizado - alto poder!
Roubos daqui, roubos de lá...
Falta emprego, saúde, educação;
Transporte é pura indeterminação,
Domínio emblemático nessa confusão
Derrota qualquer um, até o Burro Sansão!
Que, mesmo com tanta força que tem
Ressente-se por não fazer tão bem
Prosseguir a caminhada nesse lamaçal
Porque a sua luta tem sido em vão,
Ao deparar dia e noite com a corrupção...

Ativo, valente, inteligente animal!
Mas ao apreciar como é dominado
E que até o capim lhe é tirado
Burro Sansão sofre, relincha, sente-se enfraquecido
Tomado pela “incondição” de viver o real
Cabisbaixo, calado, contido,
Mas ainda esperançoso a confiar
Que um dia Deus, seu criador, tenha dó
E faça esta situação transformar – para melhor!
Mostrando àqueles “cegos, surdos, mudos”,
“Abastados milionários” em luxuosos pedestais,
Que supõem que os seus erros não são nada demais...
Desgraçando vidas - até ao ponto de um Burro sentir -
Imaginam-se tão imortais, que jamais voltarão a ser pó:
O certo destino de todos os homens e animais!

Vídeo do Lançamento da Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri - Volume 4

  Olá. O lançamento do Volume 4, da revista do Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri, ocorreu no dia 21 de abril de 2021 de forma onlin...